Algumas alternativas

Mais uma vez, cá estou eu na Uece. As aulas começaram bem mais cedo do que deveriam, tudo culpa da bendita greve que minha turma pegou, assim que nós entramos. Nada a declarar, apenas que já começamos bem, rápido e com muitas coisas a fazer já.
Como saí do teste da UFC, tive que voltar à sabatina de procurar uma boa psiquiatra que me auxilie de forma correta (não como o abestado do dr. Leonardo, que me fez perder mais da metade do meu cabelo). Ontem foi um dia daqueles, a recaída bateu logo no balcão da farmácia e a pobre da atendente só sabia dizer que eu tinha que ser forte.
FORTE. O que se entende hoje em dia por ser forte? Suportar toda a dor do mundo dentro do seu coração, sem saber de onde ela vem? Debaixo do chuveiro, tentando disfarçar todos os meus urros e gritos de dor e lamentação, fiquei pensando o quanto seria mais fácil eu ter uma doença física, a qual eu soubesse exatamente de onde essa tal dor vem. Um câncer, uma ferida na perna, um braço quebrado, um corte na orelha... Tantas opções de sentir dor, e me vem logo essa: a oculta.
Meu caro, que me lê nesse momento, eu não tenho muito mais a dizer senão que sinto uma onda de má sorte na minha vida, quando essas crises me atacam. Sinto saudades da Olívia. Lendo o meu diário ontem que ela sugeriu que eu fizesse, me fez muito bem lembrar que eu me basto, que eu preciso observar o que tem a minha volta para descobrir o que me causa esse mal estar repentino. Dessa vez, pensei no meu amor, nesse cara magnífico que nem apareceu ainda mas já me faz um pouco de falta. Cê deve tá pensando "ah, mas você disse que já se basta, então por que fica pensando em namorado, em amor? Parece que tá carente...". Olha, vem cá, eu sei que existem pessoas que nasceram ou se criaram com coração gelado; por muitos anos eu tinha planos de ser mãe solteira por ter em casa maus exemplos de um casal, mas hoje em dia é diferente. Eu penso que posso ter alguém do meu lado, não para me completar, mas sim para compartilhar a vida, seja o momento triste ou feliz. Eu tô pouco me importando por qual turbilhão de emoções que vou ter que passar com o meu amor, mas eu estarei aqui e espero que ele tenha reciprocidade na listinha dele de exigências básicas para um relacionamento, aí será mais uma certeza de que seremos e faremos bem um pro outro.
(23/01/2019... texto inacabado, encontrado dia 10/05/2019 nos rascunhos)

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